S. Ex.ª Oumarou Idani, Ministro das Minas e Pedreiras de Burquina Faso
ENTREVISTA COM O EXMO. SR. OUMAROU IDANI, MINISTRO DAS MINAS E PEDREIRAS DO BURKINA FASO
Traduzido da versão original em francêsdisponível aqui.1. SOBRE A EXPANSÃO DA MINERAÇÃO DE OURO NO BURKINA FASO: QUAL É A VISÃO A LONGO PRAZO E COMO ESTÃO A MUDAR AS CONDIÇÕES PARA AS EMPRESAS MINERADORAS E OS INVESTIDORES?
A visão a longo prazo do meu departamento no que diz respeito ao setor mineiro consiste em torná-lo um setor competitivo e um importante motor do desenvolvimento socioeconómico sustentável no Burquina Faso até 2026. Para concretizar esta visão, é necessária a implementação eficaz de reformas em colaboração com outros intervenientes do setor, de acordo com os seguintes princípios orientadores:• Propriedade estatal dos recursos minerais
• Integração da indústria mineira no resto da economia nacional
• Parceria, boa governação (equidade, transparência, responsabilização, controlo e antecipação)
• Preservação do ambiente, desenvolvimento comunitário e consideração de temas como a inclusão de género, o ambiente, os direitos humanos e a saúde.
Para tal, a estratégia do meu departamento assenta em dois princípios:
1. Criar condições propícias à utilização sustentável dos recursos minerais.
2. Maiores benefícios decorrentes da exploração dos recursos minerais para o desenvolvimento sustentável do Burquina Faso.
2. MINERAÇÃO ARTESANAL: COMO ESTÃO A MUDAR AS REGULAMENTAÇÕES E QUAL É A SITUAÇÃO ATUAL?
A mineração artesanal de ouro tornou-se atualmente a segunda ocupação mais comum da população rural, a seguir à agricultura. A mineração de pequena escala registou um desenvolvimento significativo, com uma explosão no número de locais de mineração artesanal ou de garimpo. Até à data, estão registados mais de seiscentos locais (segundo o inquérito do Instituto Nacional de Estatística e Demografia (INSD) de 2017) e mais de um milhão de pessoas ganham a vida com esta atividade. O inquérito nacional de 2017 do INSD estima a produção artesanal de ouro em 9,5 toneladas em 2016, num valor de 232,2 mil milhões de FCFA.No entanto, esta tendência, apesar de algumas vantagens, tem também efeitos negativos a nível ambiental, económico e social. Para fazer face a todas estas dificuldades e reduzir os impactos negativos no ambiente e na sociedade, o governo do Burquina Faso criou, em 2015, a Agência Nacional para a Gestão das Operações Mineiras Artesanais e Semimecanizadas (ANEEMAS). Em 2017, foi iniciado o processo de reforço da sua capacidade e de implantação em todo o país. Esta estrutura ajudará a canalizar a produção artesanal estimada para os circuitos oficiais de recolha.
O Ministério das Minas e Pedreiras colocou a questão da mineração artesanal no centro das suas preocupações. Por exemplo, em 26 de abril de 2018, foi organizado o Fórum Nacional sobre Garimpo, sob o tema «Mineração artesanal (garimpo) no Burquina Faso: Que estratégias-quadro devemos adotar para uma melhor contribuição para a economia nacional?». O objetivo deste fórum foi estabelecer um quadro concreto de diálogo entre o Ministério e os intervenientes da mineração artesanal a nível nacional.
3. PARA ALÉM DO OURO: QUAIS SÃO AS OUTRAS RIQUEZAS ESCONDIDAS DO BURKINA FASO?
Situado na África Ocidental, o Burquina Faso possui um subsolo rico em minerais, para além do ouro. Estudos geológicos e mineiros anteriores, combinados com novas investigações realizadas pelo Gabinete de Mineração e Geologia do Burquina Faso (BUMIGEB) — um serviço geológico nacional que conta com o apoio do Banco Mundial —, ajudaram a localizar vários indícios e anomalias de diversos metais em todo o território nacional.



ENTREVISTA ESCRITA DA MINING INDABA COM O SR. OUMAROU IDANI, MINISTRO DAS MINAS E DAS CARRIERAS DO BURKINA FASO
1. A EXPANSÃO DA EXPLORAÇÃO DE OURO NO BURKINA FASO: QUAL É A VISÃO A LONGO PRAZO E COMO VARIAM AS CONDIÇÕES PARA AS EMPRESAS MINEIRAS E OS INVESTIDORES?
A visão a longo prazo do meu Departamento no que diz respeito ao setor mineiro consiste em tornar este domínio, até 2026, um setor competitivo e um importante motor do desenvolvimento socioeconómico sustentável do Burquina Faso. A concretização desta visão requer uma implementação eficaz das reformas, em colaboração com os demais intervenientes do setor, no respeito pelos seguintes princípios orientadores: a propriedade do Estado sobre os recursos minerais, a integração das minas no resto da economia nacional, a parceria, a boa governação (equidade, transparência, responsabilização, controlo e antecipação), a preservação do ambiente, o desenvolvimento comunitário e a consideração de questões transversais (género, ambiente, direitos humanos, saúde).Para o efeito, a estratégia do meu Departamento assenta nas duas orientações seguintes:
(1). Criar condições favoráveis à investigação e à exploração racional e sustentável dos recursos minerais.
(2). Aumentar os benefícios decorrentes da exploração de recursos minerais para o desenvolvimento sustentável do Burquina Faso.
Desde a década de 1990, o Burkina Faso tem visto a aplicação de três (3) textos que regulamentam o setor mineiro. Com efeito, após a declaração de política mineira de 1997, foi elaborado e aprovado um primeiro código mineiro em 2003. A partir de 2010, tornou-se evidente a necessidade de rever o código de 2003, tendo em conta o contexto marcado por conflitos decorrentes da vontade cada vez maior das populações ribeirinhas de usufruir dos benefícios da exploração mineira. Foi neste contexto que o código foi revisto em 26 de junho de 2015. Este código é equilibrado, na medida em que tem em conta os interesses dos investidores, das comunidades locais e do Estado.
2. A MINERAÇÃO ARTESANAL: COMO ESTÃO A MUDAR AS REGULAMENTAÇÕES E QUAL É A SITUAÇÃO ATUAL?
A exploração artesanal de ouro tornou-se hoje a segunda atividade mais importante das populações rurais, a seguir à agricultura. A mineração artesanal registou um desenvolvimento notável, com uma explosão do número de locais de exploração artesanal ou de garimpo. Até à data, estão registados mais de seiscentos (600) locais de garimpo (de acordo com o inquérito do Instituto Nacional de Estatística e Demografia (INSD) de 2017) e mais de um milhão de pessoas vivem desta atividade.O inquérito nacional de 2017 do INSD estima a produção artesanal de ouro em 9,5 toneladas em 2016, num valor de 232,2 mil milhões de FCFA. No entanto, este boom, apesar de algumas vantagens, acarreta também efeitos negativos a nível ambiental, económico e social. Foi para fazer face a todas estas dificuldades e, sobretudo, para reduzir os impactos negativos sobre o ambiente e a sociedade, que o Governo do Burquina Faso criou, em 2015, a Agência Nacional de Acompanhamento das Explorações Mineiras Artesanais e Semimecanizadas (ANEEMAS).
Foi em 2017 que se iniciou um verdadeiro processo de reforço das suas capacidades e de implantação em todo o território. Esta estrutura contribuirá para canalizar a produção artesanal, estimada em 9,5 toneladas (estudo realizado pelo INSD), para os circuitos oficiais de recolha. A ANEEMAS baseia-se em textos como a Lei n.º 036-2015/CNT, de 26 de junho de 2015, relativa ao Código Mineiro do Burquina Faso, a Lei n.º 028-2017/AN, de 28 de maio de 2017, relativa à organização da comercialização do ouro e de outras substâncias preciosas no Burquina Faso, e respetivos textos de aplicação.
O Ministério das Minas e das Pedreiras colocou a questão da mineração artesanal no centro das suas preocupações. Foi assim que organizámos, a 26 de abril de 2018, o Fórum Nacional sobre a Mineração Artesanal, sob o tema «Mineração Artesanal (Garimpo) no Burquina Faso: que estratégias de enquadramento para uma melhor contribuição para a economia nacional?». O objetivo deste fórum era estabelecer um verdadeiro quadro de diálogo entre o Ministério e os intervenientes da mineração artesanal a nível nacional.
Para além do ouro, quais são as outras riquezas escondidas do Burquina Faso?
Situado no cráton da África Ocidental, cujo potencial mineiro já não precisa de ser demonstrado, o Burquina Faso possui um subsolo rico em diversas mineralizações, para além do ouro.As antigas pesquisas geológicas e mineiras, combinadas com os novos estudos realizados pelo Gabinete de Minas e Geologia do Burquina (BUMIGEB), o serviço geológico nacional, com o apoio do Banco Mundial, permitiram localizar vários indícios e anomalias de diversos metais em todo o território nacional.
1. OS METAIS FERROSOS

2. METAIS NÃO FERROSOS

3. AS SUBSTÂNCIAS NÃO METÁLICAS

4. AS SUBSTÂNCIAS ENERGÉTICAS









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