A vasta riqueza mineral de África coloca o continente no centro da transição energética global. Mas atrair o capital necessário para explorar esses recursos dependerá do desenvolvimento sustentável de projetos, de uma governação forte e de um impacto económico significativo.
Essa foi a mensagem central de Namrata Thapar, diretora global de Metais e Mineração da Corporação Financeira Internacional, em entrevista à MITV durante o Investing in African Mining Indaba 2026.
Na discussão, Thapar destacou por que a África continua sendo um dos destinos mais importantes para investimentos em mineração a nível global, ao mesmo tempo em que enfatizou que o capital fluirá cada vez mais apenas para projetos que demonstrem forte desempenho em ESG, juntamente com benefícios claros de desenvolvimento para os países anfitriões.
«A rentabilidade e as práticas ambientais, sociais e de governança sólidas andam de mãos dadas», afirmou. De acordo com Thapar, as práticas de mineração responsáveis já não são apenas um requisito de conformidade, mas uma consideração fundamental para o investimento. Um desempenho ESG insatisfatório pode causar perturbações operacionais por meio de conflitos comunitários, disputas ambientais ou intervenções regulatórias.
“A mitigação proativa dos riscos ESG cria valor a longo prazo para os acionistas”, explicou ela, observando que lidar com os riscos sociais e ambientais antecipadamente protege a economia do projeto e a continuidade operacional.
À medida que a procura global por esses materiais se acelera, espera-se que o setor de mineração africano atraia um interesse crescente de investidores internacionais que buscam segurança no abastecimento a longo prazo.
A infraestrutura partilhada construída em torno das operações de mineração frequentemente oferece benefícios que vão muito além dos projetos individuais. Esse efeito multiplicador, disse ela, é fundamental para garantir que a riqueza mineral se traduza em um crescimento económico mais amplo nos países anfitriões.
Os investidores institucionais querem cada vez mais que o seu capital apoie projetos que gerem tanto desempenho financeiro como impacto social positivo, uma tendência que se alinha com muitas oportunidades emergentes na área da mineração em toda a África.
Em última análise, Thapar acredita que o setor mineiro africano continua a ser uma das oportunidades de investimento mais atraentes a nível global, desde que os projetos alinhem os retornos comerciais com a sustentabilidade, a transparência e o desenvolvimento económico tangível.
Na sua opinião, a riqueza mineral do continente tem potencial para atrair capital internacional significativo, mas apenas se os projetos de mineração proporcionarem benefícios duradouros tanto para os investidores como para as economias anfitriãs.
Na discussão, Thapar destacou por que a África continua sendo um dos destinos mais importantes para investimentos em mineração a nível global, ao mesmo tempo em que enfatizou que o capital fluirá cada vez mais apenas para projetos que demonstrem forte desempenho em ESG, juntamente com benefícios claros de desenvolvimento para os países anfitriões.
«A rentabilidade e as práticas ambientais, sociais e de governança sólidas andam de mãos dadas», afirmou. De acordo com Thapar, as práticas de mineração responsáveis já não são apenas um requisito de conformidade, mas uma consideração fundamental para o investimento. Um desempenho ESG insatisfatório pode causar perturbações operacionais por meio de conflitos comunitários, disputas ambientais ou intervenções regulatórias.
“A mitigação proativa dos riscos ESG cria valor a longo prazo para os acionistas”, explicou ela, observando que lidar com os riscos sociais e ambientais antecipadamente protege a economia do projeto e a continuidade operacional.
O papel estratégico de África na transição energética
Thapar enfatizou que a base de recursos minerais da África confere ao continente um papel fundamental nas cadeias de abastecimento globais de metais para a transição energética. Estima-se que a África possua cerca de 30% dos recursos minerais mundiais, incluindo reservas significativas de cobre, cobalto, níquel e lítio, metais essenciais para veículos elétricos, baterias e sistemas de energia renovável. «A África não é periférica, é essencial para a transição energética global», afirmou.À medida que a procura global por esses materiais se acelera, espera-se que o setor de mineração africano atraia um interesse crescente de investidores internacionais que buscam segurança no abastecimento a longo prazo.
A mineração deve gerar impacto no desenvolvimento
Para instituições financeiras de desenvolvimento, como a IFC, os investimentos em mineração são avaliados não apenas pelo retorno financeiro, mas também pelo seu impacto económico e social mais amplo. Thapar destacou que projetos de mineração em grande escala podem servir como catalisadores para o desenvolvimento, gerando receitas para o governo, empregos, receitas de exportação e infraestrutura.A infraestrutura partilhada construída em torno das operações de mineração frequentemente oferece benefícios que vão muito além dos projetos individuais. Esse efeito multiplicador, disse ela, é fundamental para garantir que a riqueza mineral se traduza em um crescimento económico mais amplo nos países anfitriões.
O investimento de impacto está a ganhar força
Thapar também apontou para uma mudança mais ampla nos mercados de capitais globais em direção a investimentos que combinam retornos comerciais com resultados de desenvolvimento mensuráveis. «O investimento responsável crescerá como um subconjunto do bolo total de investimentos», disse ela.Os investidores institucionais querem cada vez mais que o seu capital apoie projetos que gerem tanto desempenho financeiro como impacto social positivo, uma tendência que se alinha com muitas oportunidades emergentes na área da mineração em toda a África.
A governança e a estabilidade política continuam sendo fundamentais
Apesar do forte potencial geológico de África, Thapar salientou que a confiança dos investidores depende, em última análise, de quadros regulamentares estáveis e de ambientes políticos previsíveis. Os governos devem manter políticas de mineração transparentes, fortalecer as instituições e proporcionar segurança regulamentar para atrair capital privado a longo prazo. Este equilíbrio, observou ela, permite que os países obtenham o valor justo dos seus recursos, mantendo-se, ao mesmo tempo, destinos competitivos para investimentos.Indo além das exportações de minerais em bruto
Outro tema importante na perspetiva de investimento de Thapar é a necessidade de uma maior criação de valor local nas economias mineiras africanas. Ela defende uma mudança que vá além da exportação de minerais brutos, rumo ao beneficiamento local, cadeias de abastecimento domésticas mais fortes e desenvolvimento de competências ligadas a projetos de mineração. O desenvolvimento de indústrias a jusante e ecossistemas de serviços locais pode ajudar a garantir que a riqueza mineral gere uma diversificação económica duradoura, em vez de receitas de exportação de curto prazo.Descarbonização das operações mineiras
Thapar também enfatizou a importância de reduzir a pegada de carbono da própria mineração, especialmente para metais usados em tecnologias de energia limpa. As iniciativas apoiadas pela IFC estão cada vez mais focadas na redução das emissões nas operações de mineração, incluindo setores como cobre e níquel, ao mesmo tempo em que garantem que os projetos continuem a apoiar empregos, comunidades e crescimento económico. A sua mensagem é clara: a transição energética exigirá significativamente mais mineração, mas também deve ser uma mineração mais limpa.Parcerias para desbloquear capital
Por fim, Thapar destacou a crescente importância dos modelos de financiamento colaborativo no setor de mineração. Estruturas de financiamento misto envolvendo instituições financeiras de desenvolvimento, bancos comerciais, governos e empresas de mineração são cada vez mais utilizadas para reduzir os riscos de grandes projetos e mobilizar investimentos privados. Essas parcerias estão a se tornar particularmente importantes em África, onde as lacunas de infraestrutura e os desafios de financiamento podem atrasar o desenvolvimento de projetos.Assista a todas as entrevistas da MITV na Mining Indaba 2026
Em última análise, Thapar acredita que o setor mineiro africano continua a ser uma das oportunidades de investimento mais atraentes a nível global, desde que os projetos alinhem os retornos comerciais com a sustentabilidade, a transparência e o desenvolvimento económico tangível.
Na sua opinião, a riqueza mineral do continente tem potencial para atrair capital internacional significativo, mas apenas se os projetos de mineração proporcionarem benefícios duradouros tanto para os investidores como para as economias anfitriãs.








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