Impulsionar o investimento sustentável na indústria mineira africana

Investir no setor mineiro africano

10 de abril de 2019 | Notícias sobre eventos

Entrevista com Julian Treger, orador de 2019 e Diretor e CEO do Anglo Pacific Group

INVESTIR NO SETOR MINEIRO AFRICANO

Entrevista com Julian Treger, Diretor e CEO do Anglo Pacific Group

Julian Treger ingressou na Anglo Pacific como Diretor Executivo e Administrador Executivo em 21 de outubro de 2013. 

Julian possui um MBA pela Harvard Business School e uma licenciatura pela Universidade de Harvard. Iniciou a sua carreira a trabalhar para Lord Rothschild como especialista em finanças empresariais, gerindo uma carteira de investimentos em ações cotadas e em capital privado, antes de cofundar a Active Value Advisors Ltd. para investir em empresas subvalorizadas, principalmente cotadas no Reino Unido, onde prestou consultoria em fundos no valor de mais de 900 milhões de dólares americanos ao longo de um período de 12 anos. 

Mais recentemente, desempenhou funções como um dos sócios da Audley Capital Advisors LLP, uma empresa de consultoria de investimentos que cofundou em 2005, gerindo estratégias de investimento orientadas para o valor e para situações especiais através de fundos de cobertura e veículos de coinvestimento, com especial enfoque no setor dos recursos naturais. Julian exerce também funções como administrador não executivo externo na Mantos Copper S.A.
 

1. Há quanto tempo participa na Mining Indaba e quais são algumas das principais mudanças que testemunhou no setor mineiro africano ao longo desse tempo? Como vê a evolução da Mining Indaba?

Frequento a Indaba há mais tempo do que consigo recordar e, ao longo desse tempo, tenho assistido a ondas de entusiasmo e de desilusão em relação à indústria mineira africana, onde as políticas governamentais têm impedido a concretização dos benefícios do ciclo mineiro. Mas a Indaba sempre foi um bom local para observar e debater estes desenvolvimentos e, sob nova gestão, melhorou definitivamente o seu nível. 
 

2. QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS DESAFIOS E OPORTUNIDADES QUE VÊ PARA O SETOR MINEIRO EM ÁFRICA E A NÍVEL MUNDIAL?

Os desafios residem na comunicação dos benefícios, na imagem negativa, na falta de inovação, na aceitação da diversidade, na necessidade de controlo de custos, no aumento do investimento passivo e dos fundos éticos, etc., mas esses são também as oportunidades. As avaliações estão baixas e o capital escasseia — é um mercado favorável aos compradores —, mas a compra só será rentável se o setor se organizar para demonstrar a sua relevância e atratividade junto da comunidade em geral. 
 

3. MUITO SE TEM FALADO SOBRE O RECENTE ANÚNCIO DA FUSÃO ENTRE A BARRICK E A RANDGOLD; CONSIDERA QUE ISTO MARCA O INÍCIO DE UM NOVO PERÍODO DE CONSOLIDAÇÃO NO SETOR? HAVERÁ UM FOCO NO AUMENTO DOS NÍVEIS DE PRODUÇÃO E DAS RESERVAS OU NA MANUTENÇÃO DE UMA POSIÇÃO NA CURVA DE CUSTOS?

Esta fusão resulta da desvalorização do setor do ouro e do facto de, atualmente, ser mais barato comprar do que construir novas minas. Se as baixas valorizações no mercado bolsista se mantiverem, prevejo, sem dúvida, mais fusões e aquisições e consolidações. Isto permitirá obter melhores perfis de produção e reservas, sem comprometer a posição nas curvas de custos. 
 

4. O SETOR JÚNIOR TEM VINDO A PASSAR POR UM PERÍODO DIFÍCIL. COMO É QUE VÊ A EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE FINANCIAMENTO DA EXPLORAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO NOS ÚLTIMOS ANOS E QUE MODELOS ACHA QUE IRÃO SURGIR NO FUTURO?

A escassez de capital exigirá novos modelos, mais parcerias, talvez financiamento coletivo por parte de investidores de alto património líquido e mais acordos de participação nos lucros. As grandes empresas não irão socorrer as mais pequenas, pelo que é necessário ser mais criativo quanto à forma de avançar.
 

5. QUAL É A SUA ABORDAGEM À GESTÃO DO RISCO JURISDICIONAL AO ANALISAR UM NOVO INVESTIMENTO?

A jurisdição prevalece sobre tudo o resto, por isso tentamos manter-nos em locais seguros. 
 

6. POR ÚLTIMO, QUE CONSELHO DARIA AOS EMPREENDEDORES EM ASCENSÃO COM PROJETOS EM FASE INICIAL QUE PROCURAM FINANCIAMENTO DA ANGLO PACIFIC E DA COMUNIDADE DE INVESTIDORES EM GERAL?

Mostre o potencial e a dimensão. No mercado atual, apenas os projetos excecionais conseguirão obter financiamento.

Julian Treger será um jurado investidor noInvestment Battlefield 2019 e participará também na conversa informal intitulada «Investir, adquirir ou fundir – como vai crescer o setor?» na Mining Indaba. Saiba mais sobre aagendaeinscreva-se online paraparticipar. 

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