Cerimónia de abertura, discurso do Sr. Frans Baleni, presidente do Conselho Consultivo da Mining Indaba
Obrigado, Diretor do Programa, por essa introdução inspiradora.
Bom dia, senhoras e senhores. É com grande prazer que vos dou as boas-vindas, mais uma vez, à Investing In African Mining Indaba. Molweni. Dumelang. Asubuhi njema¹ Bonjour² Bom dia!
Permitam-me dar as mais calorosas boas-vindas a Sua Excelência, o Presidente Hakainde Hichilema da República da Zâmbia; ao Exmo. Ministro dos Recursos Minerais e Petrolíferos, Sr. Gwede Mantashe; aos ministros dos governos dos nossos países parceiros; aos primeiros-ministros; ao presidente da Câmara da Cidade do Cabo, Sr. Geordin Hill-Lewis; Diretores-Gerais; Vossas Altezas Reais; Representantes das comunidades tradicionais; Sindicatos; Investidores; Membros do Conselho Consultivo da Mining Indaba; Líderes empresariais; ilustres convidados, Senhoras e Senhores.
Gostaria de agradecer à equipa da Mining Indaba pela sua dedicação e esforços incansáveis para garantir que este encontro continue a ser, ano após ano, uma plataforma de excelência para o diálogo e a parceria. Convido-vos a todos a juntarem-se a mim para aplaudir o seu trabalho notável.
A Mining Indaba remete a um «encontro para debater um assunto sério», um fórum onde a voz de África é amplificada, as opções são analisadas e onde o nosso futuro é moldado. Ao reunirmos-nos esta semana enquanto continente, e enquanto nação que já acolheu com sucesso fóruns globais como a Cimeira do G20, demonstramos a nossa capacidade de colaboração.
A mineração, enquanto um dos nossos setores mais estratégicos, deve agora atingir esse mesmo nível de influência, impulsionando não só o crescimento económico, mas também o desenvolvimento sustentável além-fronteiras. No atual panorama geopolítico em constante mudança, à medida que as cadeias de abastecimento e os fluxos de investimento são redefinidos, o setor mineiro africano deve afirmar-se como um pilar do crescimento e uma base da estabilidade global.
Desde 1994, a African Mining Indaba tem sido uma pedra angular do setor mineiro do continente, reunindo profissionais, investidores e líderes da indústria para explorar as oportunidades de África. A edição de 2026 reflete tanto o progresso alcançado como a transformação em curso que está a moldar a nossa indústria e a narrativa africana em geral. Aproveitando o seu legado como plataforma de referência para as vozes autênticas de África, a Indaba deste ano coloca uma ênfase renovada no avanço coletivo. Irá capacitar os líderes, as comunidades e os especialistas do setor mineiro para impulsionar o debate global sobre como a mineração pode ser uma força para uma mudança sustentável e positiva, demonstrando simultaneamente que África está pronta para liderar.
Para dar plena expressão a esta visão coletiva, o tema do evento deste ano foi escolhido de forma muito deliberada: «Mais fortes juntos: o progresso através das parcerias».
É chegado o momento de o setor adotar uma colaboração mais profunda, trabalhando no melhor interesse de todas as partes interessadas. Juntos, devemos expandir e modernizar as nossas infraestruturas; integrar de forma significativa os mineiros artesanais e de pequena escala; acelerar o beneficiamento a jusante; e, acima de tudo, aproveitar as oportunidades relacionadas com os minerais críticos que se nos apresentam.
Senhoras e senhores, esta orientação ousada reflete a necessidade urgente de unidade em todo o nosso continente, para acelerar o crescimento ainda por explorar ao longo de toda a cadeia de valor da mineração e impulsionar a industrialização a jusante, que é crucial. Ela ressoa profundamente com a filosofia sul-africana do Ubuntu, que nos lembra que a nossa força reside na humanidade. Quando nos unimos como partes interessadas, fazemos mais do que moldar o futuro: «em parceria, construímos o futuro agora!»
Com base no trabalho preparatório realizado no ano passado, este encontro proporciona uma plataforma dedicada às comunidades e às vozes essenciais para moldar o futuro da mineração. O objetivo é promover um diálogo sincero e parcerias, garantindo que todas as vozes contribuam para moldar o futuro da mineração em África, a par de investidores, decisores políticos e produtores.
África encontra-se no limiar de uma nova era. A transição mundial para as energias limpas está a acelerar, e África detém as chaves dessa transição: aproximadamente 55 % das reservas mundiais de cobalto, quase metade das reservas mundiais de manganês e cerca de 90 % dos metais do grupo do platina (PGM). Estas estatísticas não se limitam a refletir a nossa riqueza em recursos; elas evidenciam o papel indispensável de África na definição do futuro energético global, bem como a nossa disposição para liderar esta jornada crucial, e não apenas para a acompanhar.
O momento dos «minerais críticos» — centrado no cobre, no lítio, no cobalto, nos metais do grupo da platina e nos elementos de terras raras — representa uma oportunidade única para África e as suas comunidades transformarem a riqueza dos recursos em crescimento inclusivo, liderança tecnológica e resiliência a longo prazo.
Todos reconhecemos o valor estratégico destes minerais para impulsionar a indústria tecnológica e conduzir a revolução das energias renováveis que nos ajudará a enfrentar as alterações climáticas. No entanto, esta oportunidade não é automática. Exige visão de futuro, investimento sustentado e, acima de tudo, um compromisso coletivo para garantir que a riqueza mineral de África se traduza em prosperidade partilhada. Se geridos com sensatez, estes recursos podem garantir o lugar de África no centro das cadeias de abastecimento globais, catalisar a industrialização e capacitar as pessoas para participarem de forma significativa na transição ecológica.
No entanto, África deve também definir o que significa «crítico» para nós. Este ano, aprofundamos ainda mais a nossa compreensão: os minerais críticos não são apenas aqueles exigidos pelas cadeias de abastecimento globais, mas, fundamentalmente, são os materiais essenciais para industrializar e impulsionar as economias africanas. Entre os desenvolvimentos de 2025, destacaram-se as mudanças significativas nas empresas mineiras, com novas lideranças a assumirem o comando para orientar o setor e reafirmar o seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade. A esses líderes, estendemos uma calorosa boas-vindas. A vossa visão e dedicação serão vitais à medida que enfrentamos os desafios que se avizinham e aproveitamos as oportunidades que se nos deparam.
A nomeação de mulheres para cargos de direção marca um avanço no sentido da inclusão, mas a verdadeira representação continua a ser limitada, com poucas mulheres em cargos de liderança e ainda menos como diretoras executivas. Não se trata apenas de justiça, mas também de competitividade, uma vez que uma liderança diversificada produz consistentemente melhores resultados. Hoje, exorto as empresas, os governos e os parceiros a acelerarem os esforços para promover as mulheres aos cargos de topo, garantindo que o setor mineiro reflita toda a amplitude de talento das nossas sociedades. Ministro Mantashe, adoro as mulheres porque a minha mãe era uma mulher.
Ao abraçarmos o tema deste ano, permitam-me recordar-vos um provérbio africano: «Quem participa na caçada tem direito a uma parte da carne.»
Estamos unidos, como parceiros, na exploração dos recursos minerais africanos. Juntos, estamos a construir um futuro próspero, no qual África assegura a parte que lhe cabe dessa riqueza.
Sejam todos bem-vindos à Investing in African Mining Indaba 2026. Vamos libertar todo o potencial do nosso continente. E vamos transformar os nossos recursos num legado de crescimento, prosperidade e autossuficiência para todos os povos de África.
Muito obrigado! Enkosi! Obrigado!








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