As novas ondas de oposição social que se avizinham para o setor poderão transformá-lo para melhor
Article was written by Daniel Litvin, Founder & CEO at Critical Resource. Daniel is also on the sustainability committee for the new Mining Indaba Advisory Board.
Please click here to view the orginial article as on the Critical Resource website.
For many decades, the global mining industry has been a favoured target of anti-corporate activists. The environmental and social impacts of mines have created rich pickings for campaigns, while the industry’s claims to bring big benefits to host countries have often met with scepticism, whatever their merits.
But now, just as the industry is being revived by soaring commodity prices, a set of societal forces are brewing that promises an even stronger critical onslaught against mining – albeit one which holds interesting commercial opportunities for miners as well as risks.
Start with the social trends themselves. There are three interlinked forces now emerging:
1. Mounting backlash against the industry’s narrative of climate-friendly materials. Many miners, excited by the fact that the world’s efforts to tackle climate change are expected to provide an ongoing boost for demand of commodities such as copper, cobalt and lithium (all key materials for a cleaner global energy infrastructure), have trumpeted their green credentials in this respect. But this in turn is fuelling a backlash from the industry’s long-standing critics.
In March, for example, the UK NGO War on Want published an analysis highlighting what it argued, fairly or not, was the “potential widespread destruction and human rights abuses that could be unleashed by the extraction of [energy] transition minerals”. In April, a study supported by Earthworks, the US NGO, sought to “demonstrate the potential for recycling to offset demand” for mining such minerals.
At the same time, climate activists look set to focus more of their fire on miners. Until now, their campaigns have tended to target oil and gas firms (plus those miners with thermal coal assets). But now, as global concern about the climate mounts, the critical spotlight is also turning to big energy-consuming industries, with mining (responsible for some 4% to 7% of global greenhouse gas emissions, according to one estimate) a prime target. Those miners supplying energy transition metals should not expect to be spared.
2. Blowback from growing campaigns against other industries. Activists angry about companies in other sectors are increasingly lighting upon their consumption of minerals as a source of complaint. Consider the mounting global backlash against big tech companies, for example. This holds them responsible, fairly or not, for a range of ills, from mental-ill health induced by social media to undue political influence.
But the environmental and social impacts of mining the raw materials used in new technologies (all the metals that go into smartphones, for example) has also become a focus of activism, in turn spreading critiques of mining to big new audiences. “Mining operations the world over are integral to the devices we take for granted”, writes Ronald Deibert, an influential tech activist, “and they are also linked to pollutants, labour troubles, kidnappings, smuggling, and even violent conflict”.
A similar pattern can be seen in criticisms of other sectors, whether the car industry or consumer electronics firms: activists are increasingly spotlighting the minerals they consume as part of mounting scrutiny of their impacts.
3. Broader societal anxieties finding expression in anti-mining campaigns. In many countries, popular concerns about the state of society, fuelled by the pandemic, have rarely been as intense, whether the worry is inequality, the environment, minority rights, or the impact of automation on jobs.
When they are seen to do wrong, powerful-seeming companies in any sector may become a lightning rod for such concerns, but arguably none more than big mining firms. Their operations are often jaw-dropping in scale, located in remote, deprived and environmentally sensitive regions, and often populated by minority groups. Separately, for the millions of green-minded people concerned the world is locked into a treadmill of capitalist ‘over-consumption’, mining’s apparent focus on never-ending resource extraction may seem to symbolise feeding the beast.
The CEO of Rio Tinto famously lost his job late last year after the company triggered activist fury after blowing up a 46,000-year-old sacred Aboriginal shelter in Western Australia to make way for the expansion of a mine. Now across all regions, mining executives are treading ever more carefully: they know that the potential for transgressions, big or small, to explode into campaigns is all the greater given the sensitive underlying social context.
None of this is necessarily to support the substance behind all this current and potential anti-mining activism. Some campaigns are based on clear evidence. Others are loose with the truth and ideologically driven.
But even more than previous waves of social activism, the tide now rising has the potential to reshape miners’ business models, posing opportunities as well as risks. In the past the business impact of activism was fairly limited: campaigns might create some bad headlines for companies and stir up local opposition to their projects, but not much more. Now, however, activists have greater power to impact on commercial outcomes for miners due to two important shifts.
A atingir onde dói
O primeiro é o rápido crescimento do investimento «ambiental, social e de governação». Ao longo do último ano, a maioria das grandes instituições financeiras tem proclamado compromissos de investir mais com base no desempenho ESG das empresas. Entre os investidores no setor mineiro, o que antes era uma atividade marginal é agora quase mainstream. E com muitos deles a avaliar o desempenho ESG com base em classificações ESG adquiridas, que podem ser rebaixadas se a empresa em questão tiver enfrentado uma campanha de uma ONG, o ativismo antimineral está agora a começar a afetar diretamente o custo de capital das mineradoras.
A segunda mudança de contexto é a crescente preocupação dos clientes. Esta ainda está longe de ser uma tendência universal, mas alguns consumidores industriais de minerais – desde a Apple à BMW – começaram a desenvolver uma sensibilidade acrescida em relação a campanhas contra os seus fornecedores de matérias-primas. Há uma série de fatores em jogo aqui: os esforços destas empresas para proteger as suas próprias marcas de tentativas de manchar a sua reputação por associação; o foco crescente dos seus próprios clientes retalhistas e investidores na proveniência das suas matérias-primas; e o potencial crescente de tecnologias como a blockchain, além de esquemas de certificação de mineração recém-criados, para lhes permitir adquirir apenas minerais extraídos de forma «responsável».
Se o ativismo social contra a mineração, desta forma, tem o potencial de remodelar as atitudes dos investidores e clientes como nunca antes, o que é que tudo isto significa para a forma como as empresas mineiras gerem os seus negócios? A parte óbvia da resposta é que a indústria se concentre cada vez mais em não dar motivos para que sejam lançadas campanhas, por exemplo, reforçando ainda mais as normas ambientais e sociais e envolvendo-se preventivamente com potenciais críticos. Uma forte colaboração global entre as empresas mineiras será provavelmente essencial a este respeito.
Estratégias inovadoras
A parte mais inovadora da resposta é que as empresas mineiras também comecem a competir diretamente entre si em termos das suas credenciais ESG, de modo a obter vantagem comercial, reformulando os seus modelos de negócio sempre que necessário para alcançar este objetivo.
Tais estratégias podem ter múltiplas dimensões, e algumas empresas mineiras já estão a tomar medidas neste sentido. Por exemplo, além de reorientarem o seu mix de commodities para metais de transição energética, as mineradoras poderiam começar a selecionar de forma muito mais proativa, dentro de cada commodity, os ativos com credenciais ESG mais sólidas (minas com as menores emissões de carbono e consumo de água, por exemplo). Podiam também construir relações mais estreitas com os clientes em torno de temas ESG, através de esquemas de certificação desenvolvidos em conjunto. Ou poderiam procurar comercializar minerais de «comércio justo» provenientes de minas comprometidas em contribuir mais para as economias locais, por exemplo. As mineradoras também poderiam procurar estabelecer parcerias estreitas com os seus clientes para reciclar e reutilizar minerais – potencialmente menos lucrativo do que a mineração, mas em sintonia com as pressões atuais (e uma resposta aos ativistas preocupados com a mineração impulsionar o «consumo excessivo» capitalista).
Entre os exemplos de atividades recentes nesta área está o projeto conjunto da Rio Tinto com a Alcoa e a Apple para produzir alumínio sem emissões de carbono. A Glencore já possui um negócio significativo de reciclagem de cobre e metais preciosos. Mas estas podem ser apenas as primeiras escaramuças numa batalha competitiva que irá remodelar o setor. No início deste ano, Robert Friedland, o conhecido empresário mineiro, previu que os minerais começariam a ser vendidos a preços diferentes, dependendo do desempenho ESG e de carbono das minas onde fossem extraídos: «Não haverá um preço único para o cobre. Não haverá mais um preço único para o ouro. Tudo será cotado em função dos seus componentes ESG.»
Trata-se de um discurso revolucionário num setor que sempre se considerou produtor de matérias-primas. O fio condutor é o facto de as empresas mineiras começarem a procurar uma diferenciação estratégica e, consequentemente, valor comercial na agenda ESG, em vez de apenas uma forma de reduzir as críticas. É uma mudança de mentalidade para o setor que, embora ainda se encontre numa fase inicial, provavelmente continuará a desenvolver-se enquanto esses ativistas continuarem a lançar os seus ataques.








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