Numa entrevista recente à MITV, o CEO da Thungela, Moses Madondo, reafirmou a sua opinião de que o carvão continua a desempenhar um papel estrutural nos sistemas energéticos globais, argumentando que os fundamentos permanecem sólidos, apesar da volatilidade política e da pressão para a transição.
Ao falar no contexto dos recentes comentários sobre os resultados financeiros e das discussões na Mining Indaba 2026, Madondo salientou que o ruído do mercado não deve ser confundido com a dinâmica da procura a longo prazo. As suas observações sublinham uma tendência mais ampla no setor do carvão: a disciplina na oferta, as preocupações com a segurança energética e as limitações de infraestruturas estão a sustentar esta matéria-prima, mesmo com a aceleração da descarbonização.
• «Temos de distinguir o ruído do mercado a curto prazo dos sinais estruturais a longo prazo; os fundamentos da procura de carvão permanecem intactos.»
• «A ambição da transição energética deve estar em sintonia com a realidade das infraestruturas; sem esta última, as alternativas prometidas não poderão substituir totalmente o carvão.»
• «Há necessidade de carvão e há também necessidade de investimento no carvão, porque onde existe procura, a oferta deve satisfazer essa procura.»
• «A trajetória de crescimento de África exige energia acessível e fiável e, por enquanto, isso significa que o carvão irá desempenhar um papel fundamental no reforço da competitividade industrial.»
A realidade das infraestruturas versus a ambição política
Um tema recorrente nos comentários de Madondo é o fosso entre a ambição climática e a execução das infraestruturas. Ele salientou que a transição energética requer investimentos maciços em redes elétricas, armazenamento, produção de energia renovável e minerais essenciais, mas que o ritmo de desenvolvimento não corresponde, atualmente, às metas políticas. Na sua perspetiva, as alternativas não podem substituir totalmente o carvão até que sejam implementados substitutos escaláveis e acessíveis a nível do sistema. Este desfasamento cria uma procura contínua pela capacidade de carvão existente enquanto as soluções a longo prazo amadurecem. Para investidores e operadores, esta dinâmica reforça a importância de compreender os equilíbrios estruturais entre a oferta e a procura, em vez de reagir às flutuações de preços a curto prazo.
A mensagem geral que se depreende dos comentários recentes e das análises aos resultados é que os fundamentos do carvão permanecem intactos, apesar da incerteza. As preocupações com a segurança energética, o aumento da procura e as restrições ao investimento contribuem, em conjunto, para um ambiente de mercado em que o carvão continua a desempenhar um papel significativo. Para as empresas mineiras, os operadores e os investidores que atuam no setor, a principal lição a reter é a clareza estratégica: a volatilidade a curto prazo não deve ofuscar os fatores estruturais a longo prazo que continuam a sustentar a procura de carvão num sistema energético global complexo.
Literalmente
• «O carvão continua a ser um pilar fundamental da segurança energética global; mesmo no meio de toda a retórica sobre a transição, continua a ser a base de uma produção de energia de base fiável.»• «Temos de distinguir o ruído do mercado a curto prazo dos sinais estruturais a longo prazo; os fundamentos da procura de carvão permanecem intactos.»
• «A ambição da transição energética deve estar em sintonia com a realidade das infraestruturas; sem esta última, as alternativas prometidas não poderão substituir totalmente o carvão.»
• «Há necessidade de carvão e há também necessidade de investimento no carvão, porque onde existe procura, a oferta deve satisfazer essa procura.»
• «A trajetória de crescimento de África exige energia acessível e fiável e, por enquanto, isso significa que o carvão irá desempenhar um papel fundamental no reforço da competitividade industrial.»
O carvão como pilar da segurança energética
Madondo tem descrito consistentemente o carvão como uma pedra angular da produção de energia de base a nível global. Ele argumenta que a procura de eletricidade continua a crescer mais rapidamente do que o ritmo a que alternativas fiáveis podem ser implementadas em grande escala. Na sua opinião, o carvão continua a estar enraizado nos sistemas energéticos porque oferece acessibilidade e fiabilidade, atributos que muitos mercados emergentes priorizam à medida que se industrializam e expandem a eletrificação. Ele afirmou que, mesmo no meio de uma forte retórica de transição, o carvão continua a sustentar a produção estável de energia em regiões-chave. Para economias com elevado consumo de energia, particularmente na Ásia e em partes de África, a capacidade de carga de base a carvão continua a ser essencial para a estabilidade da rede.A realidade das infraestruturas versus a ambição política
Um tema recorrente nos comentários de Madondo é o fosso entre a ambição climática e a execução das infraestruturas. Ele salientou que a transição energética requer investimentos maciços em redes elétricas, armazenamento, produção de energia renovável e minerais essenciais, mas que o ritmo de desenvolvimento não corresponde, atualmente, às metas políticas. Na sua perspetiva, as alternativas não podem substituir totalmente o carvão até que sejam implementados substitutos escaláveis e acessíveis a nível do sistema. Este desfasamento cria uma procura contínua pela capacidade de carvão existente enquanto as soluções a longo prazo amadurecem. Para investidores e operadores, esta dinâmica reforça a importância de compreender os equilíbrios estruturais entre a oferta e a procura, em vez de reagir às flutuações de preços a curto prazo.








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