Na Mining Indaba 2026, Vijay Kumar, CEO da Vedanta Zinc International, transmitiu uma mensagem clara ao setor mineiro global: a empatia já não é apenas uma competência interpessoal, está a tornar-se uma alavanca estratégica fundamental na construção de parcerias resilientes e preparadas para o futuro.
Ao longo de várias intervenções e durante uma entrevista com MITV, Kumar salientou que o modelo tradicional de parcerias no setor mineiro — em grande parte transacional e orientado para a conformidade — está a tornar-se rapidamente obsoleto num ambiente operacional cada vez mais complexo.
«Temos de ir além das relações meramente transacionais para compreender verdadeiramente as perspetivas de todas as partes interessadas.»
Esta mudança, argumentou ele, não é de natureza filosófica, mas sim prática. Atualmente, as empresas mineiras operam no seio de uma rede de partes interessadas que inclui as comunidades de acolhimento, os governos, os colaboradores, os investidores e os fornecedores. Ignorar estas perspetivas acarreta riscos; compreendê-las cria oportunidades.
Da conformidade à conexão
A abordagem de Kumar, que coloca a «empatia em primeiro lugar», redefine a forma como as empresas mineiras obtêm e mantêm a sua licença social para operar. Em vez de encarar o envolvimento das partes interessadas como um requisito regulamentar, ele posiciona-o como uma base para uma melhor tomada de decisões e para a criação de valor a longo prazo.
«A empatia tem o poder de transformar a tomada de decisões e, em última análise, melhorar os resultados dos projetos.»
Neste contexto, a empatia torna-se uma ferramenta para antecipar pontos de atrito — quer se trate de acesso a terrenos, questões ambientais ou relações laborais — antes que estes se transformem em perturbações dispendiosas.
Os analistas do setor observam que esta abordagem está a ganhar força à medida que as jurisdições mineiras se tornam mais complexas e as expectativas da sociedade se intensificam, particularmente em África e nos mercados emergentes.
Uma vantagem competitiva num setor em constante mudança
Talvez a afirmação mais marcante de Kumar seja a de que a empatia está a tornar-se uma fonte de vantagem competitiva.
«A empatia poderá muito bem tornar-se a maior vantagem estratégica do setor mineiro.»
As empresas que integram a empatia na liderança e nas operações estão mais bem posicionadas para:
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Estabelecer parcerias duradouras e baseadas na confiança
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Lidar com a complexidade regulamentar e política
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Facilite a execução dos projetos
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Reforçar a confiança dos investidores através da redução do risco
Isto marca uma mudança significativa na forma como o valor é definido no setor mineiro, passando de indicadores puramente financeiros e operacionais para o capital relacional e o alinhamento das partes interessadas.
Incorporar a empatia na empresa
Kumar é igualmente claro ao afirmar que a empatia não pode continuar a ser um conceito abstrato de liderança. Para que seja eficaz, deve estar integrada nos sistemas e na cultura organizacionais.
«O desafio consiste em institucionalizar a empatia sem comprometer o desempenho.»
Na Vedanta Zinc International, isto traduz-se no alinhamento da estratégia, do comportamento da liderança e dos indicadores de desempenho com um objetivo mais amplo de criação de valor partilhado, garantindo que os projetos mineiros proporcionem benefícios não só aos acionistas, mas a todas as partes interessadas. Esta abordagem está também em sintonia com a filosofia de sustentabilidade mais ampla da empresa, na qual o sucesso operacional é avaliado a par dos resultados sociais e ambientais.
Repensar as parcerias através de uma nova perspetiva
Um tema central que surgiu das discussões na Mining Indaba foi a ideia de repensar as parcerias através da adoção da perspetiva dos outros, colocando os decisores na posição daqueles que são afetados pelas operações mineiras.
«Quando compreendemos verdadeiramente o ponto de vista de uma comunidade, de uma entidade reguladora ou de um trabalhador, as nossas decisões mudam.»
Essa mentalidade, sugeriu ele, conduz a resultados de projetos mais inclusivos e, em última análise, mais sustentáveis.
Em consonância com a transição justa
Kumar também associou a empatia a um dos principais desafios do setor mineiro: concretizar uma transição energética justa. «Se a transição não for justa, não será sustentável», afirmou, sublinhando a necessidade de colocar as pessoas no centro do desenvolvimento dos recursos. Neste contexto, a empatia torna-se fundamental para garantir que a mineração contribua para a prosperidade partilhada, em vez de agravar as desigualdades.
Conclusão
A mensagem de Kumar para o setor é inequívoca: o futuro das parcerias no setor mineiro será definido não apenas por contratos, mas também pela compreensão mútua. À medida que as expectativas das partes interessadas aumentam e os ambientes operacionais se tornam mais complexos, as empresas que lideram com empatia, mantendo simultaneamente a disciplina e o desempenho, deverão emergir como as vencedoras a longo prazo do setor.








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