Na Mining Indaba 2026, os líderes mundiais da indústria de diamantes coincidiram numa mensagem clara: as parcerias e a colaboração são essenciais para enfrentar os desafios atuais do mercado e garantir o futuro do setor.
Com base nas observações de Gareth Penny, presidente da Ninety One e antigo CEO do Grupo De Beers, que alertou para o facto de a colaboração ser fundamental para a sobrevivência do setor, outros executivos e partes interessadas reiteraram o apelo a uma cooperação mais profunda ao longo de toda a cadeia de valor do diamante. «As parcerias já não são opcionais, são o único caminho para a sobrevivência a longo prazo», afirmou Penny numa entrevista à Mining Indaba TV , sublinhando a necessidade de uma estratégia comum e de ação coletiva.
Debswana: Colaboração desde a mina até ao mercado
Na conferência, a Debswana Diamond Company, a principal empresa de mineração de diamantes do Botsuana, destacou a parceria como a base do seu modelo de negócio. O diretor de operações da Debswana, Koolatotse Koolatotse, lembrou aos delegados que a própria Debswana nasceu da colaboração entre o governo e a iniciativa privada, e que este modelo continua a ser fundamental para o crescimento sustentável. «As parcerias e a colaboração continuam a ser fundamentais para melhorar a eficiência da mineração e garantir a sustentabilidade a longo prazo para além dos diamantes», afirmou Koolatotse, salientando que as parcerias da Debswana ajudam a alargar os conhecimentos técnicos a outros empreendimentos mineiros africanos. As suas observações reforçaram a ideia de que a partilha de conhecimentos e a conjugação de recursos podem mitigar a volatilidade e fortalecer a resiliência do setor.
Acordo de Luanda: Produtores unem-se em torno da promoção global
Entre os resultados mais visíveis da Indaba 2026 destacou-se a expansão do Acordo de Luanda, uma iniciativa multinacional que visa coordenar a comercialização global de diamantes naturais através do Conselho do Diamante Natural (NDC). Os representantes do setor da Namíbia apresentaram o acordo como um passo concreto no sentido de uma marca coletiva e do reforço conjunto do mercado. «Ao aderirem ao Acordo de Luanda, os países produtores estão a afirmar que têm tanto um interesse como uma responsabilidade em contar a verdadeira história dos diamantes naturais», afirmou o Ministro da Indústria, Minas e Energia da Namíbia, Modestus Amutse, destacando a importância de uma narrativa comum e da coordenação de marketing.
Amber Pepper, CEO do Conselho do Diamante Natural, ecoou esta opinião, afirmando: «A ação coletiva é essencial para proteger a integridade e a atratividade dos diamantes naturais.» A expansão do acordo, que agora inclui Angola, Botsuana e a Namíbia e prevê um envolvimento mais alargado de parceiros a jusante, sinaliza a intenção de todo o setor de colaborar na sensibilização dos consumidores e na promoção da categoria, e não apenas na extração.
De Beers: As parcerias fazem parte da estratégia de recuperação
Entretanto, o Grupo De Beers destacou o papel da cooperação estratégica na sua própria recuperação operacional. Kevin Smith, recém-nomeado diretor de operações da De Beers, afirmou ao Mining Weekly que parcerias mais sólidas e uma recuperação moderada do mercado são elementos centrais da estratégia da empresa para 2026. «A disciplina operacional e parcerias mais fortes serão áreas de foco fundamentais à medida que a De Beers se posiciona para a próxima fase de crescimento do setor», afirmou Smith, salientando a colaboração tanto com os produtores como com os participantes no mercado», sublinhou. Os seus comentários coincidem com o aviso de Penny sobre a ação coletiva, refletindo um reconhecimento mais alargado entre os principais produtores de que o alinhamento em todo o setor acelera a recuperação.
Da política à prática: uma mudança mais ampla no setor
Para além das vozes das empresas, as partes interessadas dos setores público e privado presentes na Indaba também destacaram a parceria como um tema central nas discussões sobre políticas e investimentos. Em sessões enquadradas pelo tema da conferência «Mais fortes juntos: progresso através de parcerias», ministros e líderes do setor definiram a colaboração como um veículo para a criação de valor partilhado, clareza regulatória e desenvolvimento sustentável em todo o panorama mineiro africano. Este sentimento ficou patente nas observações de vários decisores políticos africanos que participaram em diálogos de alto nível, reforçando que a cooperação público-privada continua a ser fundamental para desbloquear a riqueza mineral e os benefícios para a sociedade.
Conclusão
Na Mining Indaba 2026, o tema dominante da indústria de diamantes foi claro: as parcerias — desde consórcios de produtores e coligações de marketing até alianças empresariais — são cada vez mais vistas como ferramentas essenciais para enfrentar as perturbações, estimular a procura e reforçar o valor dos diamantes naturais num mercado global competitivo. Os líderes de toda a cadeia de valor deixaram a Cidade do Cabo com um consenso em torno de um princípio: nenhuma empresa, país ou segmento do setor consegue, por si só, garantir o futuro da indústria de diamantes. O sucesso depende do trabalho em conjunto.








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