As infraestruturas impulsionadas por parcerias não são uma iniciativa experimental secundária; são fundamentais para promover o crescimento sustentável, a resiliência e a vantagem competitiva nos setores-chave da África do Sul.
Na Mining Indaba 2026, Mzila Mthenjane, CEO do Conselho de Minerais da África do Sul, e Bertus Bierman, consultor estratégico da Associação de Utilizadores de Água de Badirammogo, apresentaram um argumento comercial convincente a favor dos modelos de infraestruturas baseados em parcerias como facilitador estratégico de infraestruturas hídricas sustentáveis na África do Sul.
As suas observações, proferidas no âmbito da entrevista televisiva da Mining Indaba intitulada «Por que razão a infraestrutura liderada por parcerias funciona», abordaram um tema central para o setor mineiro, o governo e os parceiros de desenvolvimento: a colaboração permite alcançar resultados tangíveis onde os modelos tradicionais têm enfrentado dificuldades.
Mthenjane enquadrou os desafios hídricos não apenas como uma questão técnica ou operacional, mas como um estrangulamento estratégico de infraestruturas que afeta a competitividade da mineração, a resiliência das comunidades e a estabilidade económica regional. Na sua opinião, o papel da indústria mineira vai além do consumo de recursos hídricos; deve ser um coinvestidor ativo e co-concebedor de modelos de prestação que produzam valor partilhado para a indústria e a sociedade.
«As infraestruturas lideradas por parcerias proporcionam um impacto real e duradouro», salientou, referindo os benefícios do envolvimento de múltiplas partes interessadas em iniciativas hídricas que, historicamente, têm excedido a capacidade de qualquer setor isolado. Baseando-se na experiência de esquemas apoiados pela mineração e de plataformas de governação partilhada, Mthenjane destacou como incentivos alinhados podem desbloquear oportunidades de investimento e reduzir os riscos dos projetos para o capital institucional e de desenvolvimento.
Bierman: do conceito à implementação – lições da prática
Bertus Bierman trouxe para o debate uma perspetiva pragmática e centrada na implementação. Reiterou que as PPP eficazes não são meramente acordos contratuais, mas sim ecossistemas de governação que exigem transparência, responsabilização e um compromisso a longo prazo por parte de todas as partes interessadas, incluindo entidades governamentais, empresas privadas e representantes da comunidade.
Com base em exemplos de iniciativas como programas de infraestruturas hídricas partilhadas em regiões mineiras, Bierman sublinhou a importância de uma colaboração estruturada para equilibrar prioridades concorrentes, desde a conformidade regulamentar até à fiabilidade operacional e ao acesso da comunidade. Estes modelos, argumentou ele, demonstram que as abordagens de PPP podem ir além de projetos isolados para estabelecer modelos replicáveis para outras regiões que enfrentam pressões hídricas semelhantes.
O papel estratégico da indústria mineira nas infraestruturas hídricas
A abordagem mais abrangente de Mzila Mthenjane na Indaba reforçou a razão pela qual o setor mineiro tem interesse nos resultados das infraestruturas hídricas. A indústria mineira da África do Sul, que sustenta diretamente centenas de milhares de postos de trabalho e milhões de meios de subsistência, tem enfrentado cada vez mais restrições no abastecimento de água e custos crescentes de distribuição, o que põe em risco a continuidade operacional. Declarações anteriores de Mthenjane antes da Indaba destacaram a água como uma área de risco prioritária que requer soluções urgentes e colaborativas.
Este reconhecimento levou as empresas mineiras a participar em projetos hídricos de referência, como o esquema da Associação de Utilizadores de Água de Lebalelo, em Limpopo, e o Esquema de Abastecimento de Água de Vaal Gamagara, no Cabo Setentrional, ilustrando como o coinvestimento e a governação partilhada podem proporcionar resultados em termos de infraestruturas que beneficiam tanto as operações mineiras como as comunidades em geral.
Por que razão as PPP estão a ganhar popularidade como mecanismo de implementação
Um tema recorrente nos comentários tanto de Mthenjane como de Bierman foi o facto de os modelos convencionais de implementação de infraestruturas já não serem suficientes face à escassez de recursos públicos, ao aumento da procura e ao legado de subinvestimento. Neste contexto, as PPP são vistas não como um luxo opcional, mas como mecanismos pragmáticos para mobilizar financiamento, conhecimentos especializados e acordos de partilha de riscos que promovem a resiliência e a escalabilidade.
Entre os principais benefícios destacados, incluem-se:
Mobilização de capital: As PPP podem mobilizar capital institucional e instrumentos de financiamento misto aos quais os governos, por si só, não têm acesso em grande escala.
Governança partilhada: A participação de múltiplas partes interessadas garante que o planeamento das infraestruturas se alinhe com as realidades operacionais e as necessidades da comunidade.
Mitigação de riscos: Estruturas de parceria transparentes ajudam a equilibrar a repartição de riscos entre parceiros públicos e privados, tornando os projetos mais atraentes para o investimento.
Replicação e escalabilidade: O sucesso comprovado em iniciativas relacionadas com a água fornece modelos para uma aplicação mais ampla em todos os setores e regiões.
Uma visão transformadora para a implementação de infraestruturas hídricas
Em última análise, tanto Mthenjane como Bierman apresentaram as PPP como alavancas transformadoras capazes de ajudar a África do Sul a colmatar lacunas críticas em infraestruturas, ao mesmo tempo que impulsionam resultados económicos e sociais. Ao promover modelos colaborativos que combinam a supervisão governamental com a agilidade do setor privado, estes líderes estão a sinalizar uma mudança no sentido de estruturas de responsabilidade partilhada e execução conjunta, particularmente em setores como o da água, onde as abordagens tradicionais de financiamento e contratação de infraestruturas têm tido dificuldade em acompanhar a procura.
Para os profissionais B2B e investidores, a mensagem da Mining Indaba 2026 é clara: as infraestruturas inovadoras lideradas por parcerias não são uma atividade experimental secundária, são fundamentais para desbloquear o crescimento sustentável, a resiliência e a vantagem competitiva nos setores centrais da África do Sul.








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