Na corrida global pela descarbonização, África encontra-se numa encruzilhada: aproveitar a oportunidade e mudar o paradigma, ou continuar como até agora e perder, mais uma vez, o ímpeto.
Os minerais verdes essenciais presentes em África são fundamentais para impulsionar tanto a transição para as energias renováveis como a aspiração do continente a uma prosperidade inclusiva. Com efeito, África detém um terço das reservas mundiais destes minerais, incluindo cobalto, cobre, grafite, lítio, manganês e terras raras.
A Mining Indaba 2026 surge num momento crucial: numa altura em que as indústrias globais estão a reavaliar as cadeias de valor em termos de resiliência, sustentabilidade e prosperidade partilhada; e numa altura em que África se mostra cada vez mais determinada na sua busca pelo crescimento, equidade e justiça. A narrativa sobre os minerais em África passou de uma abordagem centrada apenas na extração para uma visão que visa moldar um novo contrato económico e social assente na criação de valor, na inclusão e na inovação.
A ideia de que os minerais constituem um motor da industrialização sustentável tem estado na vanguarda em África, à medida que o continente adotou quadros como a Visão Mineira Africana (AMV), a Estratégia Africana para os Minerais Verdes (AGMS), a Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que oferecem um plano coerente para esta transformação, ao estabelecer a valorização, as cadeias de valor regionais e a industrialização verde como a base de um novo paradigma de crescimento. Estes quadros assentam no desenvolvimento de indústrias que refinam, processam e fabricam em África, criando assim milhões de empregos dignos para os nossos jovens e mulheres, ao mesmo tempo que posicionam África como um interveniente estratégico nas cadeias de valor globais da energia limpa.
O investimento e a inovação serão as forças determinantes deste próximo capítulo. O valor a longo prazo dos minerais pode ser valorizado através de modelos de financiamento inovadores, incluindo financiamento misto e outras fontes de capital. As tecnologias verdes e digitais estão a impulsionar a reestruturação da produtividade, da responsabilidade e da gestão ambiental, reduzindo assim os riscos dos investimentos, reforçando a competitividade e garantindo que a riqueza mineral de África seja explorada de forma responsável e equitativa.
As pessoas e as comunidades estão no centro desta transformação. A capacitação das mulheres e dos jovens ao longo de toda a cadeia de valor mineral, incluindo a mineração, o processamento, o empreendedorismo e as tecnologias verdes, é essencial para transformar vidas. Investir em competências do futuro, tais como a mineração digital, a análise de sustentabilidade, a engenharia — incluindo o processamento de minerais para baterias —, a gestão ambiental, a economia circular e a inovação digital, entre outras, irá formar uma força de trabalho pronta para liderar a revolução industrial verde de África. Da mesma forma, a participação da comunidade, a partilha de benefícios e a gestão ambiental devem continuar a ser fundamentais para garantir que o crescimento impulsionado pelos minerais se traduza em resultados de desenvolvimento tangíveis e duradouros.
Olhando para o futuro, a Mining Indaba 2026 servirá de catalisador para a próxima transformação impulsionada pelo investimento em África. Tal como o tema «Stronger Together» (Mais fortes juntos) sublinha, o evento reunirá decisores políticos, investidores, inovadores e líderes de opinião, bem como comunidades locais, mulheres, jovens e mineiros artesanais e de pequena escala, para forjar novas parcerias alinhadas com a AMV, a AGMS, a AfCFTA e os ODS, bem como com as estratégias climáticas e de industrialização de África. É chegado o momento de África aproveitar esta oportunidade para mudar o paradigma da sua riqueza mineral, transformando-a num trampolim para a energia sustentável, a prosperidade partilhada e a criação de riqueza para as gerações futuras.
A Mining Indaba 2026 não é apenas um evento; é o coração de um continente em movimento, que define o futuro da mineração global através de uma perspetiva africana.








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